Este último mês passei arrumando minhas coisas, comecei por meu ateliêr( que na verdade é um quartinho aqui de casa, onde ficam meus materiais, mas é tão pequeno que não consigo produzir nada por lá) depois o quarto, cada gaveta cada armário, ontem terminei o último maleiro, sabe aquele? O das cartas, cartões de aniversário, a faixa do judô de criança, os cadernos de recordações, os óculos antigos da avó, pois bem este mesmo.
Me dava pavor ter que abri-lo ,afinal isso significaria que eu teria de correr o risco de encontrar fragmentos de um passado meio atual, afinal, eu ainda sou muito jovem.Rs.
Não é que encontrei o tal passado, as vezes ele doeu, as vezes me fez rir, outras espirrar, outras me encher de esperanças, afinal o mês ainda não acabou e tudo pode acontecer até lá.
Fiquei lendo, olhando, pensando nas coisas que ficaram pra trás , nas coisas que deveriam estar acontecendo e não estão e naquelas que estão.
Li letras de músicas...umas que ninguém conhece e outras que muitos conhecem.
Uma delas me fez pegar o violão...sério minha gente , desenterrei meu velho amigo e arrisquei umas notas...claro que ficou horrivel,mas pelo menos me fez cantar e viver música.Qual música?
Outro lugar
Milton Nascimento
Composição: Elder Costa
Cê sabe que as canções são todas feitas pra você
E vivo porque acredito nesse nosso doido amor
Não vê que tá errado, tá errado me querer quando convém
E se eu não tô enganado acho que você me ama também
O dia amanheceu chovendo e a saudade me contêm
O céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem
Vem logo que esse trem já tá na hora, tá na hora de partir
E eu já tô molhado, tô molhado de esperar você aqui
Amor eu gosto tanto, eu amo, amo tanto o seu olhar
Andei por esse mundo louco, doido, solto com sede de amar
Igual a um beija-flor, que beija-flor,
De flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a história passa e pode me levar
E eu não quero ir, não posso ir pra lado algum
Enquanto não voltar
Não quero que isso aqui dentro de mim
Vá embora e tome outro lugar
Talvez a vida mude e nossa estrada pode se cruzar
Amor, meu grande amor, estou sentindo
Que está chegando a hora de dormir.
quinta-feira, agosto 27, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Abismos
Olhando agora para frente ela percebia o abismo que se abrira diante de seus pés. O chão faltava e ela já não podia respirar mais com tanta facilidade quanto antes, pois seu coração se apertara e seus pulmões pareciam mais flácidos, soltos, faltado paredes dos lados, assim como faltava seu chão neste momento.
Ela o via ainda, mas percebeu também que ele nunca partira, apenas estava do outro lado, era só olhar para frente e ele estaria sempre ali com os mesmos olhos, talvez sem o mesmo brilho e certamente jamais ao seu lado, já que a distancia era muito grande para se aproximarem da forma que eles imaginavam .
Passava os dias com os pensamentos soltos a procurar qual a melhor solução, qual a melhor forma de chegar ao outro lado, qual melhor forma de mostrar a ele que os lados eram opostos, mas tudo parecia ser em vão, afinal tem uma coisa na distancia, o som também é afetado, então ele nunca conseguira ouvir direito o que ela falava, perceber seus gestos ou desespero.
Pensava em mandar um bilhete por sua mensageira alada de sempre, sua confidente, a quem revelava sempre seus segredos, tudo parecia perdido e em vão seus olhos desesperados e ele parecia de cera, estático, com ações tímidas, parecia inerte em pensamentos vagos distantes e soltos em algum lugar inacessível aos seu .
Os dias se passavam e tudo o que ela conseguia pensar era: o que realmente a prendia nessa situação?Afinal, se não era ouvida, sentida ou amada porque ela insistia naquele olhar vago e distante?
Ela o via ainda, mas percebeu também que ele nunca partira, apenas estava do outro lado, era só olhar para frente e ele estaria sempre ali com os mesmos olhos, talvez sem o mesmo brilho e certamente jamais ao seu lado, já que a distancia era muito grande para se aproximarem da forma que eles imaginavam .
Passava os dias com os pensamentos soltos a procurar qual a melhor solução, qual a melhor forma de chegar ao outro lado, qual melhor forma de mostrar a ele que os lados eram opostos, mas tudo parecia ser em vão, afinal tem uma coisa na distancia, o som também é afetado, então ele nunca conseguira ouvir direito o que ela falava, perceber seus gestos ou desespero.
Pensava em mandar um bilhete por sua mensageira alada de sempre, sua confidente, a quem revelava sempre seus segredos, tudo parecia perdido e em vão seus olhos desesperados e ele parecia de cera, estático, com ações tímidas, parecia inerte em pensamentos vagos distantes e soltos em algum lugar inacessível aos seu .
Os dias se passavam e tudo o que ela conseguia pensar era: o que realmente a prendia nessa situação?Afinal, se não era ouvida, sentida ou amada porque ela insistia naquele olhar vago e distante?
Assinar:
Postagens (Atom)